
Operação mobilizou cerca de 100 militares em três frentes de combate; sem mortes, força-tarefa iniciou atendimento emergencial às famílias atingidas.
A atuação rápida do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá foi decisiva para controlar o incêndio que atingiu a Baixada do Ambrósio, na área portuária de Santana, na manhã desta segunda-feira, 24. As primeiras equipes chegaram ao local nove minutos após o acionamento e montaram três frentes simultâneas de combate, impedindo que as chamas avançassem para outras casas da comunidade. Cerca de 100 bombeiros de seis quartéis e 18 viaturas foram mobilizados. Não houve registro de vítimas fatais.
O combate ocorreu em uma área de difícil acesso, com equipes posicionadas na passarela principal, na margem do rio e nas proximidades do porto da Sousa Mar. Segundo o tenente-coronel Izídio Júnior, do CBM/AP, a estratégia permitiu extinguir rapidamente o incêndio. Mesmo após o controle das chamas, os militares permaneceram na comunidade durante o dia para o resfriamento e rescaldo dos escombros, diante da presença de fumaça e materiais ainda aquecidos.
Enquanto os bombeiros atuavam contra o fogo, Governo do Amapá e Prefeitura de Santana iniciaram o atendimento emergencial às famílias atingidas. O protocolo de resposta rápida mobilizou equipes de assistência social, saúde, Defesa Civil e outros órgãos estaduais e municipais. Pontos de apoio foram estruturados para cadastramento e acolhimento dos moradores, com distribuição de alimentação, água, colchões, kits dormitório e outros itens de ajuda humanitária.
Na Escola Navegantes foi instalada uma base integrada para concentrar os atendimentos e encaminhamentos necessários. Entre as medidas anunciadas estão auxílios emergenciais, aluguel social, apoio para deslocamento até casas de familiares e assistência às famílias que perderam seus pertences. A Escola Afonso Arinos também foi preparada para receber moradores que necessitem de abrigo. As equipes permanecem na região fazendo o levantamento das necessidades de cada núcleo familiar.
Dados preliminares apontam que cerca de 20 residências de madeira foram totalmente destruídas, enquanto mais de 150 famílias, entre diretamente atingidas e moradores da área afetada, devem receber algum tipo de atendimento. Governo do Estado e Prefeitura informaram que a estrutura integrada permanecerá mobilizada na Baixada do Ambrósio durante o período necessário para garantir assistência, segurança e condições para que as famílias iniciem o processo de reconstrução de suas vidas.