Crise explode no STF: um ministro afasta chefe da PF e outro manda reintegrá-lo menos de 24 horas depois

Decisões opostas escancaram tensão dentro do Supremo em meio às investigações envolvendo o Banco Master; disputa já mobiliza ministros, Polícia Federal, PGR e Advocacia-Geral da União Uma disputa dentro do Supremo Tribunal Federal ganhou um novo e surpreendente capítulo nesta quarta-feira (9). Menos de 24 horas depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro Flávio Dino ordenou a reintegração imediata do delegado ao cargo. A decisão também devolveu Leandro Almada à Diretoria de Inteligência da PF. O afastamento havia sido determinado por Mendonça na terça-feira (8). O ministro afirmou ter sido alvo de monitoramento irregular por parte da inteligência da Polícia Federal e decidiu retirar preventivamente Andrei e Almada das funções. A medida teve origem em um pedido apresentado pelo partido Novo. A legenda chegou a solicitar a prisão preventiva do diretor-geral da PF, mas essa parte do pedido não foi aceita. A Segunda Turma do STF chegou a formar maioria para manter o afastamento, com votos de André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. O julgamento, porém, foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Antes que a discussão fosse concluída, o caso tomou outro rumo. Dino manda diretor da PF voltar ao cargo Nesta quarta, Flávio Dino analisou um pedido apresentado por Andrei Rodrigues em outro processo, relacionado à investigação sobre recursos de emendas parlamentares destinados ao filme “Dark Horse”. O diretor-geral alegou que seu afastamento prejudicaria o andamento das apurações e a organização da equipe responsável pelo caso. Dino aceitou o argumento e determinou o retorno imediato dele e de Leandro Almada às funções. Na decisão, Dino também estabeleceu que a ordem deverá permanecer em vigor enquanto forem cumpridas as medidas determinadas por sua relatoria e indicou que a questão deve ser submetida ao plenário do Supremo. Na prática, o STF passou a conviver com decisões de ministros em sentidos opostos envolvendo o comando da principal instituição de investigação federal do país. Como a crise começou O embate está ligado aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master e a atuação da Polícia Federal. Relatórios produzidos dentro da corporação passaram a fazer parte da disputa depois de revelarem informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a autoridades. Um desses documentos acabou sendo utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes em um pedido de investigação contra André Mendonça. Mendonça sustenta que foi alvo de monitoramento ilegal e usou esse argumento para justificar o afastamento da cúpula da PF. As informações divulgadas até agora, no entanto, são alvo de versões e interpretações diferentes dentro do próprio Supremo e da Polícia Federal. Não há, neste momento, decisão definitiva do STF que reconheça prática criminosa de qualquer ministro envolvido nessa disputa. A crise já havia levado o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, a abrir um procedimento específico para analisar possíveis irregularidades nas investigações. No dia 3 de setembro, Fachin deu cinco dias úteis para que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues apresentassem esclarecimentos por escrito. A Procuradoria-Geral da República também decidiu apurar as circunstâncias em que foi produzido um dos relatórios da PF e se houve interferência externa na elaboração do documento. A PGR questionou ainda a forma como determinadas informações chegaram às investigações e pediu esclarecimentos à Polícia Federal. E agora? Com a decisão de Flávio Dino, Andrei Rodrigues está novamente no comando da Polícia Federal. A Advocacia-Geral da União já havia recorrido contra o afastamento determinado por Mendonça, argumentando que a medida atingia uma atribuição do presidente da República relacionada à direção da PF. A tendência agora é que o impasse deixe de ser resolvido por decisões individuais e seja levado ao plenário do STF. Até lá, o episódio coloca no centro do debate não apenas as investigações do Banco Master, mas também os limites de atuação dos ministros do Supremo, a autonomia da Polícia Federal e a forma como investigações envolvendo integrantes da própria Corte devem ser conduzidas. O que começou como uma investigação criminal se transformou em uma das mais delicadas disputas institucionais recentes entre integrantes do Supremo e a Polícia Federal — e os próximos movimentos do plenário podem definir não apenas quem prevalece nessa queda de braço, mas também quais serão as regras para investigações envolvendo autoridades do próprio STF.

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Milícia digital no Amapá, “ cartel digital” em Macaé: aliado de Furlan é investigado por desvio de recurso público

Ex-prefeito Furlan  é investigado pela PF em operação que apura desvio de R$ 25 milhões para financiar rede digital, seu aliado, prefeito de Macaé enfrenta ação eleitoral em que Procuradoria pede cassação por suposto esquema semelhante. Os dois construíram parceria estratégica para os negócios do petróleo no Amapá. O que começou como uma parceria apresentada por Antônio Furlan como modelo para preparar Macapá para a exploração de petróleo na Margem Equatorial ganhou, meses depois, um componente político incômodo. Furlan e o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, hoje estão ligados a investigações e processos que colocam sob suspeita o uso de estruturas financiadas com dinheiro público para promoção política noambiente digital. De um lado, a chamada “milícia digital” investigada pela Polícia Federal no Amapá. Do outro, o “cartel digital” apontado pela Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. No Amapá, Furlan foi alvo da Operação Palanque Digital, deflagrada pela Polícia Federal em maio. A investigação apura o suposto desvio de aproximadamente R$ 25 milhões destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá para financiar influenciadores, veículos e empresas de comunicação que, segundo a PF, teriam atuado em uma rede de desinformação, autopromoção política e ataques contra adversários. A operação cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela. Mais de três mil quilômetros distante de Macapá, o parceiro escolhido por Furlan para orientar a capital amapaense sobre a cadeia do petróleo enfrenta questionamentos de natureza semelhante. A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro pediu a cassação do diploma do prefeito de Macaé, Welberth Rezende, no processo que apura suposto abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2024. Segundo o parecer da Procuradoria, estrutura e recursos públicos municipais teriam sido utilizados para sustentar uma rede de veículos digitais destinada a promover Welberth e divulgar conteúdo desfavorável aos adversários, assim como em Macapá. É justamente Welberth Rezende quem Furlan escolheu como parceiro estratégico para colocar Macapá no circuito econômico do petróleo. Em junho de 2025, os dois assinaram um Termo de Cooperação Técnica entre Macapá e Macaé, voltado diretamente à preparação da capital amapaense para a cadeia produtiva do petróleo e gás. O acordo previa transferência de conhecimento, planejamento urbano, desenvolvimento econômico, formação profissional e estratégias para atração dos investimentos ligados ao setor petrolífero. A coincidência agora levanta questionamentos políticos inevitáveis. Por que Furlan escolheu justamente a gestão de Welberth como uma das referências paraestruturar aentrada de Macapá na economia do petróleo? Que modelo político e administrativo está sendo importado para o Amapá? E quais interesses cercam uma parceria construída para atuar em torno de um setor que pode movimentar bilhões de reais nos próximos anos? As semelhanças entre os dois casos chamam atenção. No Amapá, investigadores apuram se recursos da comunicação oficial foram desviados para sustentar uma rede digital de promoção política e ataques. Em Macaé, a Procuradoria Eleitoral sustenta que recursos e estrutura da prefeitura teriam ajudado a construir uma rede de mídia para favorecer eleitoralmente o prefeito. Mudam os nomes “milícia digital” em Macapá e“cartel digital” em Macaé , mas o dinheiro público e a promoção política aparecem no centro das duas acusações.

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Quaest mostra Clécio em alta e Furlan em queda; diferença cai para 20 pontos no Amapá

Governador chega a 35% na pesquisa divulgada pela Rede Amazônica, enquanto Furlan marca 55%; levantamentos anteriores mostravam vantagem superior a 30 pontos A nova pesquisa Quaest divulgada na noite desta terça-feira (25) pela Rede Amazônica coloca uma nova fotografia sobre a corrida pelo Governo do Amapá. Antônio Furlan (PSD) continua na liderança, com 55% das intenções de voto, mas o governador Clécio Luís (União Brasil) aparece com 35%, reduzindo para 20 pontos percentuais a distância entre os dois principais candidatos. Jairo Palheta (PCO) registra 1%, enquanto Carlos Cley (PSTU) e Delegado Marcos (DC) não pontuaram. Outros 8% estão indecisos e 1% declarou voto branco, nulo ou que não pretende votar. O dado que mais chama atenção é o movimento registrado quando a fotografia da Quaest é colocada ao lado dos levantamentos recentes realizados por outros institutos. Em julho, o Real Time Big Data apontava Furlan com 66% e Clécio com 30%, uma vantagem de 36 pontos. Poucos dias antes, o Paraná Pesquisas havia registrado 65,5% para Furlan e 26,3% para Clécio, diferença de mais de 39 pontos. Agora, a distância aparece em 20 pontos. Na comparação numérica com o Real Time Big Data, por exemplo, Furlan aparece 11 pontos abaixo, enquanto Clécio está cinco pontos acima. Embora pesquisas de institutos diferentes tenham metodologias e amostras próprias e não formem uma série histórica direta, os resultados indicam uma mudança importante na temperatura da eleição. Furlan, que ao longo do primeiro semestre chegou a ultrapassar a casa dos 70% em levantamentos, continua liderando, mas já não apresenta a mesma vantagem registrada anteriormente. Clécio, por outro lado, chega ao período oficial de campanha ampliando sua presença eleitoral e encurtando a distância para o adversário. A Quaest também simulou um eventual segundo turno. Nesse cenário, Furlan aparece com 54% e Clécio com 36%, diferença de 18 pontos. A pesquisa ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número  AP-09438/2026. Com a campanha apenas começando a ganhar as ruas, o dado político da rodada é claro: Furlan mantém a dianteira, mas Clécio diminuiu significativamente a distância observada nos levantamentos anteriores e recolocou pressão sobre o líder da disputa.

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FACÇÕES E ELEIÇÕES: O AMAPÁ TEM RESISTIDO PARA NÃO SER TORNAR RIO DE JANEIRO

Imagina você chegar ali, no bairro Santa Rita, ou no Novo Horizonte, ou ainda em Santana e dar de cara com uma barreira. Sim, uma barreira de pessoas fortemente armadas e você depende da autorização deles para passar. Isso acontece no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, já muito retratado em noticiários, séries, filmes. Mas e se o Amapá escolhesse seguir esse rumo? Temos uma polícia forte. Um sistema de segurança que vem sendo fortalecido nos últimos anos no Amapá. Mas também temos assistido a muitas tentativas das facções e de figurais ligadas ao crime, de chegarem ao poder. Em 2024 a PF realizou uma operação que desbaratinou um grupo criminoso que coagia e ameaçava eleitores para que votassem no seu candidato. A operação prendeu caçula e jesa que na época era subsecretário na prefeitura de Macapá. Esse ano, 2026, o sinal de alerta ficou ainda mais evidente. Em março, informações produzidas pelos órgãos de segurança apontaram indícios de facções tentando criar um verdadeiro “zoneamento” de áreas, com controle territorial para constranger eleitores e influenciar o voto. A reação foi imediata: uma das principais lideranças do crime organizado no Amapá foi transferida para um presídio federal, justamente dentro de uma estratégia para impedir que o poder das facções ultrapassasse os muros do sistema prisional e alcançasse o processo eleitoral. E a ofensiva não parou aí. A Operação Red Line atingiu pontos estratégicos de facções em Macapá e Santana e revelou organizações estruturadas para disputar territórios, movimentar dinheiro, armazenar armas e comandar crimes até de dentro dos presídios. Na sequência, a Operação Abadom alcançou oito estados, cumpriu 54 mandados de prisão e desmontou uma rede de tráfico e lavagem de dinheiro; enquanto a Renorcrim 4 atingiu diretamente o caixa das organizações criminosas, com mais de R$ 5,3 milhões em ativos bloqueados e apreendidos. Vieram ainda a Operação Rastro, contra movimentações financeiras atribuídas a lideranças de facção; a Convergência Nacional-Amapá, que perseguiu integrantes e lideranças até outros estados; a Fallere, contra um esquema investigado por buscar benefícios fraudulentos para presos; e a Usufruto Proibido, contra organização envolvida em roubos e lavagem de dinheiro. O que essas operações mostram é que o crime organizado tenta avançar por várias portas: território, dinheiro, armas, presídios e, agora, até o processo eleitoral. Mas também mostram que o Amapá tem reagido antes que essa realidade se transforme em algo parecido com regiões onde facções determinam quem entra, quem sai e até em quem se vota. Talvez a grande disputa de 2026 não seja apenas entre candidatos. Seja também para impedir que o medo, o dinheiro e o poder das facções encontrem espaço dentro da política. Como você quer o Amapá daqui a um, dois, vinte anos? O Amapá feliz, curtindo o rio amazonas e nossas muitas riquezas advindas do petróleo, ou entregue às mãos das facções?

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Bombeiros chegam em 9 minutos e impedem que incêndio avance na Baixada do Ambrósio

Operação mobilizou cerca de 100 militares em três frentes de combate; sem mortes, força-tarefa iniciou atendimento emergencial às famílias atingidas. A atuação rápida do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá foi decisiva para controlar o incêndio que atingiu a Baixada do Ambrósio, na área portuária de Santana, na manhã desta segunda-feira, 24. As primeiras equipes chegaram ao local nove minutos após o acionamento e montaram três frentes simultâneas de combate, impedindo que as chamas avançassem para outras casas da comunidade. Cerca de 100 bombeiros de seis quartéis e 18 viaturas foram mobilizados. Não houve registro de vítimas fatais. O combate ocorreu em uma área de difícil acesso, com equipes posicionadas na passarela principal, na margem do rio e nas proximidades do porto da Sousa Mar. Segundo o tenente-coronel Izídio Júnior, do CBM/AP, a estratégia permitiu extinguir rapidamente o incêndio. Mesmo após o controle das chamas, os militares permaneceram na comunidade durante o dia para o resfriamento e rescaldo dos escombros, diante da presença de fumaça e materiais ainda aquecidos. Enquanto os bombeiros atuavam contra o fogo, Governo do Amapá e Prefeitura de Santana iniciaram o atendimento emergencial às famílias atingidas. O protocolo de resposta rápida mobilizou equipes de assistência social, saúde, Defesa Civil e outros órgãos estaduais e municipais. Pontos de apoio foram estruturados para cadastramento e acolhimento dos moradores, com distribuição de alimentação, água, colchões, kits dormitório e outros itens de ajuda humanitária. Na Escola Navegantes foi instalada uma base integrada para concentrar os atendimentos e encaminhamentos necessários. Entre as medidas anunciadas estão auxílios emergenciais, aluguel social, apoio para deslocamento até casas de familiares e assistência às famílias que perderam seus pertences. A Escola Afonso Arinos também foi preparada para receber moradores que necessitem de abrigo. As equipes permanecem na região fazendo o levantamento das necessidades de cada núcleo familiar. Dados preliminares apontam que cerca de 20 residências de madeira foram totalmente destruídas, enquanto mais de 150 famílias, entre diretamente atingidas e moradores da área afetada, devem receber algum tipo de atendimento. Governo do Estado e Prefeitura informaram que a estrutura integrada permanecerá mobilizada na Baixada do Ambrósio durante o período necessário para garantir assistência, segurança e condições para que as famílias iniciem o processo de reconstrução de suas vidas.

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 Furlan e Luciana  despencam 15 pontos e avanço de Clécio muda cenário da eleição

Os números mais recentes da evolução eleitoral acendem um sinal de alerta para Antônio Furlan e apontam uma mudança importante na dinâmica da disputa. Embora permaneça na liderança, Furlan viu sua vantagem sobre Clécio Luís despencar 15,3 pontos percentuais em apenas um mês, enquanto o atual governador avançou de forma consistente e encurtou uma distância que, até julho, parecia muito mais confortável para o adversário.. Entre 20 de julho e 20 de agosto, Furlan passou de 66% para 60%, enquanto Clécio saltou de 26,7% para 36%. A diferença, que chegava a 39,3 pontos, agora está em 24 pontos percentuais. Isso significa que, proporcionalmente, cerca de 39% da enorme vantagem que Furlan possuía desapareceu em apenas 30 dias. Mais do que observar quem lidera, portanto, o dado politicamente relevante está na direção das duas curvas: uma desce enquanto a outra avança. O desgaste ocorre em um momento no qual Furlan também precisa administrar questões políticas que podem pesar sobre sua candidatura. Uma delas é a escolha de Luciana Gurgel para a vice, composição que provocou críticas e questionamentos políticos desde que foi anunciada. A decisão aproximou Furlan de um grupo político já conhecido do eleitorado e passou a integrar o debate sobre a imagem de renovação que o ex-prefeito buscava construir. Sem uma pesquisa específica que mensure o impacto da vice sobre a intenção de voto, não é possível atribuir a ela diretamente a queda de Furlan, mas a composição passou a ser mais um elemento no conjunto de fatores que cercam sua campanha. Há ainda uma questão potencialmente mais sensível: as investigações envolvendo os recursos destinados à construção do Hospital Municipal de Macapá. O caso ultrapassou o debate político e chegou à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal, com investigação sobre suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Furlan chegou a ser afastado da Prefeitura por decisão judicial durante as apurações e, posteriormente, renunciou ao cargo para disputar o Governo do Estado. O episódio mantém sobre sua candidatura uma cobrança por esclarecimentos, especialmente porque envolve recursos destinados à saúde pública. É justamente nesse ambiente que o crescimento de Clécio ganha dimensão política. O governador não está apenas absorvendo a perda registrada pelo adversário. Furlan recuou seis pontos, enquanto Clécio ganhou 9,3 — uma diferença de 3,3 pontos que sugere, caso as pesquisas sejam metodologicamente comparáveis, uma capacidade de avançar também sobre eleitores que anteriormente estavam indecisos, declaravam voto branco ou nulo ou apoiavam outras alternativas. A eleição, portanto, ainda tem Furlan na liderança, mas já não apresenta a mesma configuração de julho. O líder perdeu força, sua vantagem encolheu 15,3 pontos e Clécio cresceu quase dez pontos em apenas um mês. A partir de agora, as próximas pesquisas serão fundamentais para responder a uma pergunta que começa a ganhar espaço no cenário político: o movimento registrado em agosto é apenas uma oscilação ou o início de uma virada na dinâmica da eleição?

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Escola de Eletricistas chega a Tartarugalzinho com formação gratuita e foco no mercado de trabalho

A Escola de Eletricistas iniciou, nesta segunda-feira, 17, sua primeira turma em Tartarugalzinho. O programa, desenvolvido pela CEA Equatorial em parceria com o SENAI, reúne 21 alunos que passarão por cerca de quatro meses de capacitação gratuita para atuação no setor de distribuição de energia elétrica. Durante o curso, os participantes recebem auxílio mensal de R$ 680. Em 2026, a iniciativa prevê formar cerca de 40 pessoas no Amapá. Além da turma de Tartarugalzinho, outros 20 alunos devem iniciar a capacitação em Santana ainda neste mês. O conteúdo inclui aulas teóricas e práticas, segurança, raciocínio lógico, comunicação, relacionamento profissional, planejamento de carreira e conhecimentos ligados à condução de veículos utilizados no setor elétrico. Na abertura da turma, os estudantes participaram de uma palestra sobre prevenção e segurança no ambiente de trabalho. A coordenadora do programa, Luiza Maria Rodrigues, destacou que a formação pode representar o início de uma carreira no setor elétrico, enquanto a diretora do SENAI Amapá, Dirlene Reis, ressaltou a importância da qualificação alinhada às demandas do mercado para ampliar oportunidades de emprego e geração de renda. Criada em 2022, a Escola de Eletricistas já qualificou mais de 1.920 profissionais nos estados atendidos pelo Grupo Equatorial. No Amapá, 366 pessoas concluíram a formação e 168 foram contratadas, o equivalente a cerca de 46% de empregabilidade. Com a chegada a Tartarugalzinho e a nova turma prevista para Santana, o programa amplia sua presença no estado e aposta na capacitação como porta de entrada para novas oportunidades profissionais.

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Atenção, motoristas: propaganda eleitoral é proibida em carros de aplicativo nas Eleições 2026

Regra vale para veículos que trabalham com plataformas como Uber, 99 e outros aplicativos; adesivos de candidatos não podem ser exibidos nem nos vidros nem na lataria Com a campanha eleitoral de 2026 oficialmente nas ruas desde 16 de agosto, motoristas de aplicativo precisam ficar atentos a uma regra que pode gerar dor de cabeça: carros utilizados no transporte de passageiros por aplicativo não podem circular com adesivos ou qualquer material de propaganda eleitoral de candidatos, partidos ou federações. A orientação é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vale em todo o país, inclusive no Amapá. A proibição alcança veículos cadastrados em plataformas como Uber, 99 e outros serviços semelhantes. Mesmo sendo propriedade particular, o entendimento da Justiça Eleitoral é de que, enquanto utilizado para o transporte de passageiros, o automóvel se enquadra, para fins eleitorais, como bem de uso comum, já que está disponível ao público. Por isso, não pode ostentar propaganda de candidatos nos vidros, portas, para-choques ou em qualquer outra parte do veículo. A regra tem fundamento no artigo 37 da Lei nº 9.504/1997. A situação é diferente daquela do carro particular utilizado exclusivamente pelo proprietário. Nesse caso, a legislação permite manifestação espontânea de apoio político por meio de adesivos, respeitados os limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, são permitidos adesivos de até 0,5 metro quadrado, além de adesivo microperfurado que pode ocupar a extensão do para-brisa traseiro. Também é proibido receber pagamento para colocar propaganda no veículo. Ou seja: o fato de o veículo pertencer ao motorista não transforma o carro de aplicativo em espaço livre para propaganda durante a prestação do serviço. A interpretação aproxima esses automóveis das regras aplicadas aos táxis. O TRE do Amazonas reforçou neste mês a orientação, destacando que veículos utilizados para o transporte de passageiros não podem ser adesivados com propaganda de candidatos, partidos ou federações. Motoristas também devem evitar transformar a corrida em espaço de campanha. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas orientou que não é permitido pedir votos aos passageiros dentro do veículo. Em caso de propaganda irregular, o motorista poderá ser notificado para retirar o material e, se houver descumprimento, o caso pode resultar em multa definida pela Justiça Eleitoral. Quem identificar possíveis irregularidades pode encaminhar denúncia pelo Pardal, aplicativo oficial da Justiça Eleitoral destinado ao recebimento de denúncias sobre propaganda eleitoral irregular. A plataforma permite o envio de fotos, vídeos e outros elementos que auxiliem na apuração.

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Imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré leva fé e devoção à Assembleia Legislativa do Amapá

Celebração reuniu parlamentares, servidores e integrantes da comunidade católica no plenário Dalto Martins e integra a programação de preparação para o Círio de Nazaré 2026 A manhã desta terça-feira, 18, foi marcada por fé e devoção na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (Alap). A Casa recebeu a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré para uma celebração religiosa no plenário Deputado Dalto Martins, reunindo parlamentares, servidores e integrantes da comunidade católica. A visita faz parte do roteiro oficial de peregrinação que antecede o Círio de Nazaré de Macapá. A programação foi realizada por iniciativa da Presidência da Assembleia, por meio da Frente Parlamentar Católica, em parceria com a Diocese de Macapá. A missa foi presidida pelo padre Rosielson Vilhena, pároco da Paróquia Jesus de Nazaré, que destacou durante a celebração a importância da devoção mariana na formação religiosa e cultural do povo amapaense. Durante a homilia, o sacerdote trouxe reflexões sobre humildade, gratidão, confiança em Deus e desapego, relacionando a mensagem do Evangelho à trajetória de Maria. A presença da imagem peregrina dentro do Parlamento transformou, por algumas horas, o espaço tradicionalmente dedicado aos debates e decisões políticas em um ambiente de oração, reflexão e manifestação de uma das devoções religiosas mais presentes na história do Amapá. Ao final da missa, padre Rosielson concedeu a bênção aos participantes e aos objetos religiosos levados pelos fiéis. A peregrinação integra a preparação para a 92ª edição do Círio de Nazaré de Macapá. Em 2026, a festividade traz como tema “Maria e Jesus, presenças que renovam o Vinho da Família” e o lema “E a mãe de Jesus estava presente” (Jo 2,1), inspirado no relato bíblico das Bodas de Caná. A proposta deste ano coloca a família no centro das reflexões e destaca Maria como presença de fé, cuidado e esperança. A preparação para o Círio ganhou também uma nova estrutura organizacional neste ano. A Diocese de Macapá anunciou uma diretoria formada por 35 casais, distribuídos em diferentes áreas de atuação, entre elas peregrinações, pastoral, infraestrutura, cultura e comunicação. Enquanto os preparativos avançam, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré continuará percorrendo instituições, comunidades e outros espaços de Macapá, aproximando os devotos daquela que é uma das maiores expressões de fé e tradição religiosa do povo amapaense.

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MP-AP aproxima serviços da população e celebra 35 anos durante a Expofeira 2026

Instituição levou atendimento, orientação e ações de cidadania ao Parque da Fazendinha durante os nove dias do evento Durante os nove dias da Expofeira 2026, realizada de 8 a 16 de agosto, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) transformou sua participação no Parque de Exposições da Fazendinha em um canal direto com a população. Além de oferecer serviços e orientações, a instituição aproveitou um dos maiores eventos do estado para celebrar seus 35 anos de atuação, apresentando ao público projetos e informações sobre direitos e cidadania. A programação reuniu Centros de Apoio Operacional e Promotorias de diferentes áreas, com temas relacionados à infância e juventude, mulher, saúde, educação, meio ambiente, cidadania, eleições e outras frentes de atuação. Entre as novidades apresentadas esteve o lançamento do aplicativo Cuida Bem MP, desenvolvido para facilitar a prestação de contas de pessoas submetidas à curatela. O público também participou da Trilha MP, atividade interativa inspirada no mapa do Amapá, com perguntas e desafios sobre direitos fundamentais e a atuação do Ministério Público. Outro destaque foi o trabalho realizado pelo ônibus da Ouvidoria, que funcionou durante toda a feira em parceria com os Conselhos Tutelares de Macapá e Santana. Mais de 30 casos foram atendidos, incluindo situações envolvendo crianças perdidas, possíveis ocorrências de trabalho infantil e um caso que resultou no acolhimento institucional de uma criança. A atuação integrou promotores, servidores, conselheiros tutelares, comissariado de menores e demais parceiros. A comunicação também ganhou espaço estratégico, com cobertura diária da Assessoria de Comunicação e da RTV MP-AP, incluindo entrevistas, reportagens e transmissões ao vivo diretamente do Parque da Fazendinha. Para o procurador-geral de Justiça, Alexandre Monteiro, a participação reforçou a importância de manter a instituição próxima da sociedade. Ao encerrar a programação, o MP-AP avaliou que a presença na Expofeira fortaleceu justamente esse propósito: fazer com que serviços, informação e garantia de direitos estejam cada vez mais perto da população amapaense.

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