
Um mês após a deflagração da Operação Paroxismo, o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, continua sem comentar publicamente as acusações que motivaram a ação da Polícia Federal.
A operação completou 30 dias neste sábado (5) e investiga suspeitas de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da área da saúde na capital amapaense.
Operação Paroxismo investiga contratos milionários
Segundo as investigações, a Polícia Federal apura possíveis irregularidades em contratos ligados à construção de unidades de saúde e obras públicas. O principal foco envolve um contrato estimado em R$ 69,3 milhões.
Além disso, relatórios apontam suspeitas de manipulação de processos licitatórios, favorecimento de empresas e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo bancário e fiscal, além da suspensão da participação de empresas investigadas em novas licitações públicas.
Furlan permanece em silêncio desde operação da PF
Desde que a Polícia Federal cumpriu mandados ligados à Operação Paroxismo, Furlan adotou uma postura de silêncio e evitou conceder entrevistas detalhadas sobre o caso.
O ex-prefeito chegou a publicar uma manifestação nas redes sociais logo após a operação. Na ocasião, afirmou que já esperava a ação policial e sugeriu motivação política por trás das investigações.
Mesmo assim, desde então, ele não voltou a comentar as acusações nem apresentou publicamente explicações detalhadas sobre os contratos investigados.
Silêncio alimenta dúvidas sobre culpa ou inocência
A ausência de manifestações mais claras tem alimentado questionamentos entre apoiadores, adversários e parte da população de Macapá.
Para aliados, o silêncio pode fazer parte de uma estratégia jurídica para evitar declarações que prejudiquem a defesa. Por outro lado, críticos avaliam que a falta de posicionamento aumenta a desconfiança sobre o caso.
Além disso, o cenário político mudou rapidamente após a operação. Furlan e o então vice-prefeito Mário Neto chegaram a ser afastados dos cargos por decisão judicial no início de março.
Investigação continua em andamento
A Operação Paroxismo ainda está em andamento e novas fases não estão descartadas pelas autoridades.
Até o momento, a Polícia Federal e órgãos de controle continuam analisando documentos, contratos, movimentações financeiras e possíveis vínculos entre agentes públicos e empresários.
Enquanto isso, a população segue sem respostas definitivas sobre um dos maiores escândalos políticos recentes de Macapá.