Jornal Da Amazônia

Liberação de R$ 3,5 milhões após afastamento de Furlan é comunicada à Polícia Federal

Uma transferência de mais de R$ 2,6 milhões feita poucas horas após o afastamento do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, foi comunicada à Polícia Federal e passou a integrar o conjunto de fatos investigados no caso.

Segundo documentos obtidos por investigadores, o pagamento foi realizado por volta das 14h33 do dia 4 de março, cerca de oito horas após a decisão judicial que afastou Furlan do cargo. O dinheiro saiu dos cofres da Prefeitura de Macapá e foi destinado à empresa Top Construções e Serviços LTDA.

Empresa recebeu valor milionário por aluguel de máquinas pesadas

De acordo com as informações apuradas, a Top Construções e Serviços LTDA recebeu o valor referente ao aluguel de máquinas pesadas utilizadas em contratos da prefeitura.

O que chama atenção, no entanto, é que a empresa aparece cadastrada na Receita Federal com atividade principal ligada ao comércio de papelaria. A divergência entre o objeto social da empresa e o serviço milionário contratado levantou suspeitas entre investigadores e órgãos de controle.

Pagamento ocorreu horas após afastamento de Furlan

O afastamento de Antônio Furlan aconteceu no início da manhã do dia 4 de março, após decisão judicial baseada em investigações da Polícia Federal.

Mesmo assim, ainda no mesmo dia, a prefeitura realizou a liberação milionária para a empresa. O curto intervalo entre a decisão judicial e a transferência reforçou suspeitas de possível tentativa de acelerar pagamentos antes que contratos e contas fossem bloqueados ou revisados pelas autoridades.

Caso amplia suspeitas sobre contratos da gestão municipal

A nova informação aumenta a pressão sobre a antiga gestão municipal e amplia a lista de contratos sob suspeita.

Nos últimos meses, investigações já apontaram possíveis irregularidades em contratos da saúde, obras públicas, aluguel de equipamentos e serviços terceirizados. Agora, a transferência milionária para uma empresa registrada como papelaria pode se tornar mais uma frente de apuração da Polícia Federal.

Polícia Federal deve analisar movimentação financeira

A expectativa é que a Polícia Federal analise a origem do contrato, a prestação dos serviços, a documentação apresentada pela empresa e a legalidade do pagamento.

Além disso, investigadores devem verificar se houve favorecimento, superfaturamento ou tentativa de ocultar movimentações financeiras por meio de empresas com atividades incompatíveis com os contratos recebidos.

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